Federarroz participa de reunião sobre o Plano Safra 2017/2018

Mecanismos para comercialização e custeio foram pontos abordados pela entidade.

O vice-presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, participou, na quarta-feira, 7 de novembro, de reunião em Brasília (DF), sobre o Plano Safra 2017/2018. O encontro, no Ministério da Agricultura, contou com a participação do secretário de Política Agrícola da pasta, Neri Geller, que reuniu entidades de produtores para colher reivindicações à proposta.

Conforme o dirigente da Federarroz, foi feita uma breve análise da safra atual, que teve como ponto negativo uma redução da produtividade em função dos problemas climáticos desde o plantio até a colheita. Mas um fator positivo a ser considerado foi o pré-custeio. \\\”Salientamos a importância do pré-custeio para o arroz que, apesar de ser uma cultura sazonal, os tratos culturais são permanentes. Com o objetivo de melhorar a segurança do negócio e baixar custos, os produtores antecipam o preparo do solo e por isso os desembolsos são necessários como óleo diesel, fertilizante, herbicida, mão de obra e manutenção de equipamentos\\\”, frisa.

Sobre o atual sistema de comercialização do arroz, Velho afirma que o desafio e objetivo será melhorar os mecanismos para atenuar a sazonalidade da safra. Lembra que o Rio Grande do Sul deve aumentar sua participação na safra do arroz e esse problema tende a aumentar. \\\”Demonstramos preocupação com a colheita do ano que vem, principalmente nos meses de abril e maio, quando são ofertados o dobro do consumo brasileiro de arroz em casca por mês. Este é um fato preocupante que pode gerar degradação das cotações. Por isso é fundamental mecanismos como FEPM e FGPP e, o mais importante, é termos novamente o pré-custeio. Este foi o nosso foco, que se tenha atenção especial com esta medida\\\”, ressalta.

O vice-presidente da Federarroz salienta também que foi solicitado ao Ministério da Agricultura atenção ao aumento de custos dos agentes financeiros, pois hoje existe uma taxa de abertura de crédito de 0,5% para qualquer operação agrícola. Além disso, houve um reforço sobre a necessidade de mudanças no sistema de seguro para o arroz. \\\”Já fizemos a apresentação ao Grupo de Trabalho da Câmara Setorial justificando esta mudança e solicitamos ao Ministério a devida compreensão\\\”, complementa.

Fonte: Imprensa Federarroz

Esta entrada foi publicada em Noticias. Adicione o link permanenteaos seus favoritos.